A dor e a delícia em ser mãe
Quando recebemos a notícia que estamos grávida e que vem o bebê por aí, IMEDIATAMENTE você festeja, alegra-se e já quer providenciar as coisas do quarto, as roupinhas e até já se vê brincando com ele no tapete. Aí ele nasce, e vem a entrega por completo que não é nada opcional. Os choros, as trocas de fraldas, as cólicas, as febres... parecem não ter fim e os minutos se tornam eternos.
Nesse novo cenário, vamos renunciar muitas coisas, inclusive projetos de vida para inserir um novo membro que acabou de chegar. Suas horas afinco dedicando a esse ser pequeno vai te deixar exausta, angustiada e vazia, muitas vezes. Essa é a dor que vivemos para gerar uma vida. Quando chegar ao final do dia, você se deitará na sua cama, certo? Errado! Seu bebê precisa ainda mais de você. Não tem fim. Nesta hora, você tira forças de onde não tem.
É pura realidade que a entrega é diária e silenciosa. Ao final do dia, você não receberá um prêmio e nem será promovida a nenhum cargo, ok? Não crie expectativas. Gerar uma criança não é brincar de boneca. É coisa séria! A partir de agora, você tem que administrar a sua vida e de outra pessoa que você nem conhece direito. Ufa! Cansou, não foi?! É aí que entra o núcleo rede de apoio que pode estar 24h ao seu lado, mas não se entregará como você. Ele é importante, mas não cessará seu cansaço.
A parte da delícia fica nos sorrisos matinais às 5h50, o abraço do nada, as brincadeiras de esconde-esconde, e até a homenagem no dia das mães. Seja bem vinda a dor e a delícia da maternidade! Você escolheu se entregar e decidir isso não é simples. O mundo tem sido cruel e tem nos deixado inseguras para gerar outras vidas. Mas não há dúvidas, que escolhemos a melhor parte: AMAR ATÉ O FIM!



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